Depósito de coisas que eu penso.
Como já estava há alguns anos sem tocar, comprei um contrabaixo há uns dias atrás. O Yamaha BB414 é o meu novo filho.
Eu estava procurando um instrumento que não custasse milhares de reais, mas que tivesse um bom som e fosse ergonomicamente fácil de tocar. Pesquisei alguns. Tive um affair com o Squire Vintage Modified Jass Bass, mas depois de ouvir o som do Yamaha BB414 fiquei com ele mesmo.
O Yamaha BB414 tem circuito passivo, o corpo em Alder, o braço em Maple e a escala em Rosewood. Os captadores são 2 Spilit Single Coil e 1 Ceramic Bar Single Coil que produzem um som que está de acordo com minhas necessidades atuais. Possui uma chave seletora dos captadores, um controle de tom e um de volume.
Gravei uma trilha, totalmente flat, com o som dos captadores. A linha de baixo é da música “Será” da banda Legião Urbana. A execução está péssima, pois estou muito enferrujado ainda.
Captador da ponte:
Captador do braço:
Os dois captadores ligados:
Eu curti muito o som desse baixo e espero ter ajudado a você que está na dúvida em adquirir um também.
O sucesso, o talento e a parceria mais do que certeira que Lady Gaga fez com o produtor RedOne me deixaram muito curioso para saber um pouco mais sobre como a cantora atingiu um sucesso meteórico em tão pouco tempo, se tornando assim um ícone pop de respeito na atualidade. Lí absolutamente tudo sobre a vida da cantora; desde quando iniciou suas aulas de piano aos quatro anos de idade até o momento em que compôs o single de sucesso Just Dance juntamente com RedOne.
Tal curiosidade em saber mais sobre a vida da nova estrela do pop me fez comprar a biografia da cantora escrita pela jornalista de música Helia Phoenix, que também já escreveu biografias de outros artistas da música, e confesso que fiquei decepcionado.
Eu queria saber como a cantora compõe; se faz a melodia ou a letra primeiro. Se já pensa nos sons dos sintetizadores, efeitos de voz etc. Ou seja, queria informações sobre todo o ritual que envolve a parte de criação de um trabalho, que é na verdade a essência de todo artista.
Helia Phoenix simplesmente sentou-se ao seu notebook e pegou todas as informações disponíveis em entrevistas alheias, sites de vídeos e blogs sobre a cantora e colocou isso em ordem cronológica no livro. Não há absolutamente nada de informação na biografia da cantora que você não possa encontrar com algumas horas de pesquisa na web. Pra ser sincero, a única coisa que realmente vale a pena nessa pobre biografia da cantora são as fotos que acompanham o livro, bem como um pequeno pôster da cantora.
Se for pra escrever biografias baseando-se em informações de entrevistas vistas no YouTube, eu vou ganhar dinheiro escrevendo umas também. E um conselho: se, assim como eu, você gosta do trabalho da cantora, não perca seu dinheiro e tempo comprando essa pífia biografia que foi escrita prematuramente.
Fotos do livro:
Quando eu estava na sexta série, se não me falha a memória, caí de amores por uma aluna que estudava no mesmo colégio, mas num turno diferente do meu. Eu estudava no turno da tarde e ela pela manhã. Conheci essa garota pelo fato de ela fazer aulas de educação física no turno em que eu estudava. E eu sempre ficava a observando como seu expectador apaixonado.
Coincidia também o fato de eu fazer aulas de educação física pela manhã, exatamente no horário de intervalo das aulas. E adivinhe só, ela também ficava me olhando. Provavelmente já nos imaginando caminhando juntos ao pôr-do-sol, escrevendo nossos nomes em alguma mangueira da cidade.
Certa vez, por uma questão de saúde, me afastei por uma semana da escola. Retornei as aulas começando pela aula de educação física e estava morrendo de saudades daquela menina. Logo que cheguei à quadra (iríamos jogar futebol de salão nesse dia) um amigo me sussurrou: “Não olha! Ela está lá atrás, parada, te olhando”. Logicamente naquele jogo eu iria dar tudo de mim para não fazer feio diante de minha amada.
Com a bola rolando já durante alguns minutos, num momento sublime um amigo me fez um passe açucarado que me deixou numa ótima posição para fazer um lindo gol. Eu e o goleiro. O goleiro e eu. No momento do passe foi como se todo o áudio desaparecesse ficando apenas o som do vento, da minha respiração e das batidas aceleradas do meu coração. Nesses poucos segundos, eu comecei a pensar um monte de coisa como: “nossa, ela vai me ver fazendo um golaço e vou ficar bem na foto”; “hoje a noite mesmo ela vai fazer Pole Dance pra mim”. E a bola ia se aproximando para o meu chute mortal. O goleiro fitou os olhos em mim e eu fazendo uma espécie de Genki Dama para efetuar aquele chute.
E então: eu NÃO fiz o gol!
E pior do que não ter feito o gol, foi o fato de a bola ter acertado em cheio adivinha quem? Pois é, meus queridos. O chute mais forte da minha vida, diante de uma plateia enorme, foi parar como um foguete direto na cara da minha amada; e ela, logicamente, desmaiou com a boca ensanguentada e o olho já ficando roxo. O pânico tomou conta de toda a escola. Foi um dos piores dias da minha vida.
Só pra você ter ideia a primeira coisa que ela falou quando estava acordando do desmaio na enfermaria, segundo fontes confiáveis, foi: “Aquele desgraçado… Aquele filho da puta…”
Acreditem, até hoje ela me odeia.
Bom, de acordo com o tempo internético já fazem séculos que completou um ano da morte do cantor e compositor Michael Jackson. E é bom que se saiba que jamais aparecerá um artista como ele. Claro que há muitos candidatos ao posto do ídolo, mas jamais o alcançarão. Isso é um fato inquestionável. Mas a questão deste post é outra.
Uma pessoa que é crente me fez a seguinte pergunta sobre a vida do astro pop: “Ele morreu e pra onde será que ele foi? Pro céu ou pro inferno?” Não dormi nessa noite. Fiquei acompanhando o pêndulo do relógio a cada hora que se seguia com aquela pergunta antológica na cabeça.
A vida me ensinou que é total perda de tempo discutir sobre fé, futebol, ponto G e cabeça de bacalhau. Mas respondi a pergunta que fora me feita: o Michael morreu e se ele foi pro céu, sem dúvida nenhuma está brincando de médico com aqueles querubins peladinhos. Caso contrario, ele está fazendo o moonwalk no mármore do inferno com o capeta lhe aplaudindo. Simples assim.
Desde que me enveredei pelos caminhos da música tenho tido diversas influências de músicos excelentes. Um deles é o baixista da banda Catedral, Julio Cezar Motta. Tive a oportunidade de conhcê-lo pessoalmente e, sem dúvida, posso dizer que o que ele tem de brilhante como baixista, tem como simpatia de pessoa.
Deixo um vídeo de uma música de autoria do Julio chamada “Play Land”. Tentei fazer há uns anos um cover da mesma, mas nada como ver seu próprio autor executá-la:
Michel Ribeiro. Pseudo escritor, pseudo baixista e pseudo blogueiro. Moro em Belém/PA, tenho 30 anos e adoro computadores desde 95. Mais...
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