Depósito de coisas que eu penso.
É uma pena que alguns músicos de hoje não valorizem o verdadeiro sentido da música que é o de tocar a alma e o coração do ser humano.
Desde meus 10 anos de idade quando comecei a aprender a tocar violão ouço muitos músicos dizerem: “nossa, fulano de tal é muito rápido nas escalas… ele é o que sola mais rápido…” como se tocar bem estivesse condicionado a execuções em tempos recordes. Claro, é muito importante ter agilidade e domínio sobre seu instrumento. Mas é lamentável que isso, para muitas pessoas, tenha virado uma neurose.
Eu me impressiono muito com os guitarristas Steve Vai e Joe Satriani mas sinto algo a mais quando ouço Mark Knopfler e BB King. A questão aí não está ligada ao fato de um ser mais ou menos rápido do que o outro, mas sim na capacidade de desenhar musicalmente sentimentos. É uma pena que essa capacidade é pouco almejada pela maioria dos músicos que conheço.
Trilhar o ramo musical, assim como em muitas profissões, é difícil. Estude e aprenda tudo o que puder, mas na hora de compor alguma coisa dê lugar ao coração e não somente a escalas e acordes mirabolantes.
Michel Ribeiro. Pseudo escritor, pseudo baixista e pseudo blogueiro. Moro em Belém/PA, tenho 30 anos e adoro computadores desde 95. Mais...
3 Comentários
Crop
29 de outubro de 2008 às 13:22
de forma alguma velocidade não é importante, mas precisão sim.
Cecilia Barroso
30 de outubro de 2008 às 10:22
Eu sinto a mesma coisa quando escuto os dois, mas quando toco no assunto, todas me tratam como se eu tivesse cometido o pior sacrilégio.
Acho que o que falta mesmo é o sentimento. Isso me assusta porque pouco a pouco percebo o quanto desumanos os humanos estão ficando, sempre preocupados em coisas práticas, rápidas, contáveis, ao invés de dar atenção para o que vem do coração.
Obrigada pela visita. Vicky Cristina Barcelona é um filme bem divertido.
Abraço
Michel
30 de outubro de 2008 às 10:28
Eu que agradeço Cecilia!