Depósito de coisas que eu penso.
Não entendo direito o porque de algumas pessoas marginalizarem quem chama algum palavrão. O palavrão antes de tudo é uma palavra como outra qualquer. Qualquer palavra dita frequentemente ou a esmo se torna tão “feia” quanto o tal palavrão.
O palavrão, como qualquer outra palavra, precisa de um contexto para acontecer. De um fato que o faça valer a pena, tipo: imagine que você more à beira-mar. Depois de ter uma excelente noite de sono, acorde ao som das ondas e das gaivotas. Você se levanta passando pelas cortinas de seda, desce as escadas e vai até a frente de sua bela casa. Com o vento batendo em seu rosto, olha para o horizonte e diz: Bom dia, caralho!
Neste caso acima vemos que o “caralho” não foi precisamente colocado (sem trocadilho) fazendo com que seu uso parecesse totalmente absurdo e desnecessário.
Agora imagine o seguinte: você mora à beira-mar. Depois de ter uma excelente noite de sono, acorde ao som das ondas e das gaivotas. Você se levanta ainda meio sonolento, passa pelas cortinas de seda e elas atrapalham um pouco sua visão fazendo com que você não perceba os degraus da escada à sua frente. Seu pé entra no vão entre os degraus e seu corpo é jogado para frente. Você rola várias vezes escada a baixo fraturando suas rótulas, costelas e braço. Ao chegar ao chão você dirá: “Que dia lindo! Sou tão feliz!” Dirá?
Não, meu querido. No caso acima, você jamais diria isso. Você diria palavrões de A à Z, xingaria todos os seus ancestrais e odiaria o fato de o Big Bang ter ocorrido. E com razão.

Dercy gonçalves - umas das grandes divulgadoras das palavras de baixo calão.
Muitos dos terríveis palavrões de décadas atrás perderam seu peso ofensivo e são comumente ditos nos dias de hoje. Por exemplo: “Desgraçado” significava perder a graça de Deus. Essa palavra era terrível durante o apogeu da Igreja Católica. “Coitado” é aquela pessoa que foi vitima do coito. Quando você diz “coitado dele” você está automaticamente dizendo “ele está fodido”, “se fodeu” ou “se foderá”.
Existem também o caso de palavras que ganharam, ao longo das décadas, um peso muito ofensivo. É o caso do próprio “caralho” que era o nome dado a uma cesta que se encontrava no alto dos mastros das caravelas de onde alguns marinheiros ficavam atentos ao aparecimento de terras. Sendo um lugar muito ruim de ficar, por balançar demais, alguns marinheiros eram castigados a ficar no “caralho” por horas e até mesmo dias. Voltavam totalmente encaralhados, vomitando e o caralho. Daí surgiu a expressão “vai pro caralho”.
Enquanto à relação com o órgão sexual masculino, acredito que foi o seguinte: mastro = pênis = caralho. Depois disso que surgiu a expressão “casa do caralho”, que faz menção (pela lógica) a uma vagina. Simples assim.
Palavrão também é cultura, minha gente!
Uma dica muito legal para analisar seu blog ou site na web é o WooRank. Este serviço, ainda em versão beta, gera uma nota para cada site analisado, (para este blog aqui a nota foi 54.4) lista visitação mensal, conteúdos populares, SEO etc. E você nem precisa criar uma conta para isso.
Você ainda pode baixar o relatório final em PDF para comparar com consultas futuras. Gostei!
Vi esta dica no blog do Custodio.

Ney Conceição e seu baixo Fodera
Ontem tive o privilégio de ir ao show do grande baixista paraense Ney Conceição, que está em turnê com seu novo show “SWINGADO” que traz músicas de seu terceiro CD solo. O show aconteceu no Teatro Margarida Schivasappa e teve sua renda revertida para ajudar vítimas do terremoto no Haiti.
Confesso que após o show me deu uma ponta de depressão
porque após ver o nível de técnica e musicalidade de um baixista excepcional, entendi que tenho que ralar bastante pra chegar no mesmo patamar do cara, que está sem dúvida entre os melhores do mundo.
O show ainda contou com a participação de Lúcio Vieira (bateria), Célio Vulcão (teclado), Zé Canuto (sax, barítono e soprano), Dadadá Castro (percussão) e Robertinho Silva (percussão). Uma surpresa especial foi a participação do grande violonista Sebastião Tapajós.
Uso Mac, atualmente, porque me possibilita um rendimento muito bom no trabalho por conta de determinados aplicativos nativos da plataforma OSX e outros da Adobe e tal. Eu adoro usar Macs. Acho simples e intuitivo configurar certas coisas. Mas não faço sexo oral no Steve Jobs e nem cheiro os pums de Jonathan Ive, como uma parcela da comunidade da maçã o faz.
Onde trabalho possuo uma excelente impressora, a HP LaserJet 1020, que sempre utilizei na boa, por lá, num computador com Windows. A questão é que eu precisei imprimir uma porra de um documento às pressas direto do meu Macbook e adivinhem só o que eu descobri? Não há drive para usar esta impressora no Mac. Nem naquelas “pequenas” atualizações de softwares e nem no site da HP pra download.
Culpa da Apple? Em parte sim. Claro que quem deveria fornecer esse drive é a HP em seu site. Porém a Apple sempre expressa de maneira apoteótica nos seus comerciais que seus produtos são auto-suficientes e perfeitos. Que é só comprar, ligar e ser feliz. Não é bem assim. Para resolver este problema com a impressora tive que instalar um software open source chamado foo2zjs (quem diabos criou este nome?).
Enquanto a Apple e HP não disponibilizam um software adequado para a impressora HP LaserJet 1020, a única opção viável parece ser esta de nome esquisito.
Para download e mais informações clique na imagem acima.
Michel Ribeiro. Pseudo escritor, pseudo baixista e pseudo blogueiro. Moro em Belém/PA, tenho 30 anos e adoro computadores desde 95. Mais...
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